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Como os pré-adolescentes influenciam as compras da família?



Já ouviu falar no termo Tween Retail ou, em tradução livre, o “poder da importunação” na decisão de compra? Não?! Saiba que a expressão inglesa nomeia a estratégia usada pelos pré-adolescentes – idades entre os 8 e os 12 anos – para “influenciar” os pais a adquirir algo que eles/elas tanto desejam. Segundo a consultoria britânica GDR, especializada em tendências de consumo, “o que lhe falta em poder de compra pessoal é compensado pela sua enorme influência nas compras familiares”.


E um levantamento sobre intenções de compra para o Dia das Crianças de 2023, realizada pelo time de Analytics e Insights do Google, confirma a avaliação da GDR.


Ainda que 44% dos adultos afirmem que escolhem os presentes sozinhos, 28% reconhecem que usam dicas das crianças para escolher, 19% deixam a criança escolher por conta própria e 16% decidem juntos.


“As crianças de hoje já nasceram hiper conectadas e influenciam as decisões dos responsáveis que, por sua vez, são pais que escolheram criar seus filhos diferente das gerações anteriores, sendo atentos, por exemplo, ao tempo de tela e conteúdo que as crianças veem”, comenta Rita Candido, gerente-executiva de Mídia da Adtail, agência de marketing digital.


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Os pré-adolescentes pertencem à geração Alfa, a terceira de nativos digitais e nascidos de pais Millennials – de 1980 a 1994. Como cresceram com ferramentas digitais e meios de comunicação online, tiveram acesso desde cedo a brinquedos e outros produtos e serviços de seu interesse e são muito mais suscetíveis às tendências da moda.


“Este acesso também está moldando continuamente as suas expectativas em relação à experiência de compra, tornando a conveniência e a gratificação imediata altas prioridades. Eles esperam experiências online perfeitas, entrega rápida e ofertas personalizadas como algo natural. Tendo crescido com assistentes de voz, IA e redes sociais, esta é uma geração extremamente conhecedora de tecnologia – eles adquirirão rapidamente novos gadgets e esperarão fazer compras sem problemas em qualquer dispositivo ou plataforma que escolherem”, aponta a GDR em relatório divulgado no último mês.


“Dessa forma, é preciso uma boa estratégia omnichannel que leve em conta a diferença de gerações e a visão de mundo. Deve-se garantir uma experiência de qualidade para os dois públicos, em todos os canais”, acrescenta Rita Candido.


Esse público também está atento aos temas sensíveis, como a crise climática, diversidade e inclusão. A consultoria britânica ressalta que os pré-adolescentes esperam que as marcas liderem este movimento de transformação, com representação diversificada e políticas ambientais robustas.


“Investir em conteúdos curtos e divertidos, com temáticas familiares e que ultrapassem as telas, pode ser uma boa forma de atingir os dois públicos”, diz Caroline Rocha, gerente de Mídia da Adtail. “Uma marca de sapatos pode sugerir um concurso de dança em família, por exemplo, e mostrar seu novo tênis. Ou uma empresa de bolachas propor um concurso de culinária utilizando seu novo produto. São mensagens simples, cercadas por todo o cuidado necessário quando falamos de publicidade para crianças e que trazem mais uma etapa da jornada de compra acontecendo por diferentes canais e reforçando o omnichannel como a estratégia da vez”, orienta a especialista.


Descubra como três marcas internacionais estão interagindo com os pré-adolescentes, desde o design de produtos até o comércio eletrônico e experiências virtuais, a fim de conquistá-los – e se necessário, apelar para o tal “poder da importunação”:

John Lewis Em 2023, a John Lewis lançou sua primeira marca própria de tween, a fim de abocanhar uma fatia maior do mercado cada vez mais lucrativo de roupas infantis. Espera-se que o segmento cresça de 6,8 bilhões de libras para 7,3 bilhões de libras por ano até 2027, de acordo com a Mintel. Voltada para crianças de sete a 12 anos, a linha busca atender às necessidades das crianças e dos pais, pois é uma idade em que as crianças começam a ficar muito mais interessadas em escolher as suas próprias roupas, desenvolvendo as suas próprias ideias sobre moda e estilo.

Hollister Para a marca de roupas Hollister, embora os pré-adolescentes estejam desenvolvendo seu próprio senso de estilo, sem dúvida ainda são os pais que têm a palavra final sobre os gastos. Por isso, desenvolveram uma plataforma que permite que compradores mais jovens naveguem e adicionem itens à cesta antes de compartilhar um link para finalizar a compra com seus pais (ou qualquer pessoa que esteja fazendo a compra). Chamado de Share2Pay, o recurso foi projetado para se alinhar mais aos hábitos de compra online dos consumidores mais jovens e reduzir o número de cestas abandonadas. Desta forma, eles podem navegar a qualquer momento e solicitar o pagamento sem ter que esperar que um adulto pagante volte para casa ou esteja no quarto com eles.

Kibu A Batch.Works, empresa de fabricação circular, uniu forças com o estúdio de design Morrama para apresentar os fones de ouvido Kibu, um produto projetado para ser montado, personalizado e reparado por crianças. Os fones de ouvido são construídos com material reciclado derivado de resíduos de embalagens da indústria agrícola. O lançamento formal do Kibu está previsto para o final de 2023. Para garantir a segurança do uso das crianças, o design apresenta partes ampliadas para minimizar o risco de ingestão pelo público-alvo, crianças de cinco a onze anos. Abordar a questão do lixo eletrônico é a principal motivação por trás da criação dos fones de ouvido. O design modular permite a substituição fácil de peças quebradas, ao mesmo tempo que acomoda ajustes para garantir um ajuste confortável à medida que a criança cresce. Ao promover a capacidade de reparação e adaptabilidade, os auscultadores Kibu oferecem uma solução sustentável e personalizada para crianças que se alinha com os fortes sentimentos da geração Alpha em relação à sustentabilidade.

FONTE: VAREJO S.A.

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