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  • Comunicação CDL Itaúna

Drive thru: alternativa para movimentar o caixa e garantir a segurança do cliente

Em Brasília, os lojistas do shopping Conjunto Nacional viram as vendas incrementarem ao aderir o serviço; em 11 meses, vendas via drive thru tiveram um salto de 268.12%



Venda com entrega (delivery), venda com retirada de produtos na loja (take a way) e, agora, venda via drive thru. Velho conhecido das compras de fast food, o drive thru se expandiu e passou a abranger diferentes segmentos do varejo, a fim de garantir a segurança do cliente, evitando que se exponha ao coronavírus.


O sistema drive thru tem sido muito usado pelos shoppings em todo o país para tentar mitigar as perdas em função do fechamento do comércio no período mais crítico da pandemia. O processo de compra/venda por este serviço é simples: o consumidor adquire os produtos pelos canais disponibilizados, como o site/app ou o WhatsApp da loja; e depois agenda a hora para buscar os artigos. O pagamento pode ser feito no site/app, no momento da compra, ou na hora da retirada.


Já o lojista deve se comprometer a higienizar os pacotes a serem entregues e a seguir as medidas de higiene, como o uso de luvas, máscaras e álcool em gel.


Em Brasília, o Conjunto Nacional (CNB), o shopping mais antigo da cidade, aderiu ao serviço. A ideia deu tão certo que o sistema segue em funcionamento, mesmo com o CNB aberto. Pegando como referência o mês de março/2021, em comparação com o primeiro mês de implementação do serviço (maio/2020), houve um crescimento de 268,12% nas vendas com entrega via drive thru. Isso representa a venda de mais de 5 mil itens ao mês com esta opção de entrega.


“Entre os sistemas implementados, o Drive-Thru foi o que teve mais adesão, tanto de lojistas quanto por clientes. O cliente retira sua compra sem sair do carro, com segurança e comodidade, em um local especificamente reservado para o serviço, na garagem coberta”, relata Ticiana Pessoa, gerente regional da Ancar Ivanhoe, administradora do Conjunto Nacional.


Atualmente, 110 lojas atendem pelo sistema. As entregas ocorrem das 9h às 22h, no estacionamento coberto do Conjunto Nacional. Para receber as compras nesta modalidade, o cliente só precisa agendar com a loja.


Comodidade e segurança para o cliente

Com o primeiro fechamento do comércio em março do ano passado, a franquia da Konhagen no CNB, com 16 anos de atividade, teve que se adequar à nova realidade. Passou a vender os produtos por aplicativos, como WhatsApp e Zipper; em plataformas de ecommerce e de delivery, como iFood; e adotou o sistema drive thru. “Na Páscoa passada, começamos a divulgar o drive thru para os clientes que não queriam entrar no shopping por conta da pandemia, sempre destacando que buscariam o produto em local seguro e com tolerância de estacionamento. Bastava ligar fazendo a encomenda e agendando o horário. Nosso foco sempre foi a comodidade e segurança do cliente”, conta Rosana Venâncio Romano, proprietária da franquia, explicando ainda que neste período as vendas foram 100% através dos canais digitais.


A Zelo, rede especializada em cama, mesa e banho com quase 60 anos de mercado, também entrega seus produtos via drive-thru. Segundo o diretor Fernando Razuk Filho, a modalidade tem contribuído com o movimento das lojas, inclusive a do CNB. “Nós já tínhamos o sistema de retirada em loja, então, o drive thru já estava incorporado à empresa. É mais um canal para atendermos os nossos clientes. No entanto, a venda não é suficiente para arcar com os custos altos do shopping, fica entre 5 a 10% do valor que a loja venderia aberta”, conta o empresário.


A franqueada da Kopenhagen reforça a fala de Razuk. Segundo Rosana, o volume de vendas é maior com a loja aberta. “Em mês que loja ficou fechada, por conta do isolamento social, a ajuda dessas plataformas foi fundamental. Porém, com a loja aberta, não se compara. Os clientes continuam demandando estes serviços, mas é muito menos”.


Outras estratégias

O Conjunto Nacional também passou a estimular os lojistas a usar o ambiente online como alternativa para seguirem com seus negócios em funcionamento. No site do shopping, é possível encontrar a lista com os empreendimentos que atendem pelo drive thru; as 117 lojas que atendem seus clientes, recebem os pedidos e fecham a venda pelo WhatsApp; as 50 que utilizam o Locker Retire Aqui para a entrega das mercadorias; e as 26 empresas que têm delivery.


“O objetivo da Ancar Ivanhoe, empreendedora do Conjunto Nacional, é transformar os shoppings da rede em plataformas de venda multicanal por meio de experiências que integrem o online e offline e tornar os empreendimentos em parceiros estratégicos na última etapa da logística do e-commerce das lojas. As soluções O2O (Online to Off-line) fazem parte da estratégia da empresa de diversificar os canais de venda dos lojistas e oferecer ainda mais opções aos consumidores para receberem o produto como, onde e quando quiserem.”, conta Ticiana Pessoa.


Ticiana Pessoa acredita que os serviços e produtos implementados para fazer frente à pandemia vieram para ficar. “A omnicanalidade é um caminho sem volta. Os shoppings e o varejo como um todo agora precisam atender a uma nova demanda que começa a surgir. Nosso papel enquanto plataforma é oferecer uma rede de apoio aos nossos operadores nesse processo e oferecer ao consumidor cada vez mais opções de entrega de produtos para atender às suas necessidades sem que ele precise sair de casa”, conclui a gerente regional da Ancar Ivanhoe.


Rosana Venâncio concorda com a gerente regional. Para ela o delivery e o drive thru vieram para ficar. “Os clientes se beneficiam destes serviços, e com certeza não abrirão mão deles depois que tudo isso passar. É muito prático comprar pelo WhatsApp e esperar o produto no conforto do seu carro. É uma comodidade maravilhosa”, afirma a empreendedora, que acresceta: “há um ano, não operávamos em nenhuma destas ferramentas e plataformas, e hoje é inimaginável ficar sem elas”.


Este ano, somando as vendas na loja física e nos canais digitais, a Kopenhagen CNB zerou o estoque de chocolates antes do dia em que a Páscoa foi comemorada.


Boa alternativa para lojas com estacionamento

Em São Paulo, a Giuliana Flores apostou no sistema drive thru, diante das restrições impostas pelo governo estadual para o combate à covid-19 –¬ não está permitida a circulação de clientes nas lojas. A floricultura adaptou o estacionamento da unidade de São Caetano para a compra e retirada de pedidos. Funciona assim: o consumidor estaciona o carro e recebe o catálogo com seleção reduzida do portfólio, faz o pedido usando um QR Code ou solicita os produtos para um atendente e efetua o pagamento.


“Cada vez se faz mais necessário se adaptar, e o drive thru é uma maneira prática e rápida de continuar atendendo aos clientes dentro do permitido atualmente”, afirma Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores, que torce para o serviço continuar após a pandemia.


Apesar do momento delicado, as flores continuam em alta, segundo a floricultura paulistana, que possui e-commerce e loja física. Entre janeiro e dezembro de 2020, o crescimento das vendas foi de mais de 100% e realizadas mais de 800 mil entregas. Este ano, nos dois primeiros meses, a empresa apresentou um crescimento de 95% comparado ao ano passado e realizou mais de 40 mil entregas.


Vantagens do ‘clica e retira’

O drive thru é conhecido lá fora como buy online pickup in store (bopis), que pode ser traduzido como ‘compre online e retire na loja’, ou simplesmente ‘clica e retira’. O modelo de venda oferece uma série de vantagens:


  • Não há custo do frete de entrega;

  • Permite agendamento da retirada;

  • Não obriga ter alguém em casa para receber as mercadorias;

  • Elimina ou reduz consideravelmente o tempo de permanência no interior da loja;

  • Respeita o recomendado distanciamento social;

  • O investimento para reorganização do fluxo de carros ou de vagas especiais não é elevado: uma boa sinalização pintada no solo, alguns cones e placas são suficientes.

Implemente

Existem duas formas mais práticas de implementar o ‘clica e retira’ nas lojas:

  • Utilizando balcões específicos no interior da loja ou lockers (armários)

No Conjunto Nacional, o Locker Retire Aqui é um armário inteligente onde o cliente pode retirar sua compra, sem a necessidade de qualquer contato pessoal. Basta usar o QR Code, enviado por SMS e e-mail, para destrancar a gaveta e ter acesso à compra em até 72 horas. Antes de chegarem às mãos do consumidor, todos os produtos são rigorosamente higienizados.

  • Criando uma área de drive thru no estacionamento ou na frente da loja

A rigor, no Drive Thru, o cliente compra e recebe sua mercadoria sem sair do carro, dirigindo através de um fluxo linear, com pontos específicos para fazer o pedido, realizar o pagamento e finalmente retirar a compra. Mas esse conceito foi ampliado, e atualmente tem se usado drive thru para receber vacinas e fazer exames da covid-19.


Desta forma, implantar o ‘clica e retira’ em lojas não é uma tarefa tão difícil: basta reorganizar os processos internos e reutilizar o estacionamento – que em muitos casos está praticamente ocioso. Para isso, é necessário desenhar um layout que permita o fluxo de carros, conforme já explicado acima. Outra alternativa é a separação de vagas específicas para as entregas.


Para varejistas que não possuem vagas de estacionamento ou que o layout não favoreça um fluxo contínuo de veículos, existe a opção de utilizar as vagas da rua e junto às suas calçadas (em frente à entrada da loja), sempre respeitando as regras de trânsito. Informe-se sobre este modelo de serviço/atendimento com a administração local da sua cidade/bairro.


Catálogo de produtos e pagamento

Para o cliente conhecer os seus produtos e serviços e valores, você pode disponibilizar um catálogo virtual em seu site, aplicativo e até mesmo nas redes sociais e no WhatsApp. O pagamento pode ser feito no local ou nestas plataformas. O importante é evitar ao máximo utilização do dinheiro em espécie e procurar as formas digitais de recebimento (cartão de crédito ou débito, transferências bancárias, pix etc).


Com informações do Varejo em Dia e da Casting Soluções.


FONTE: Varejo SA

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