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IBGE: Setor de serviços cresce 5% em junho


Presidente da CNDL destaca adaptabilidade do setor à nova realidade da pandemia, que registrou tombo de 15,4% no 2º trimestre e ainda segue 14,5% abaixo do patamar pré-pandemia.

Após quatro meses consecutivos de queda, o setor de serviços fechou junho em alta de 5%, informou nesta quinta (13) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ainda assim, a atividade do setor se encontra 14,5% abaixo do registrado antes da pandemia. Na comparação com junho de 2019, o setor registrou queda de 12,1%, o quarto recuo seguido nesta base de comparação.


A alta teve grande influência da reabertura dos restaurantes em parte do Brasil, disse o instituto. “Com o aumento do fluxo de pessoas nas cidades brasileiras, eles começaram a abrir e a receita do segmento voltou a crescer, impactando o volume de serviços de junho”, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.


Principal motor do PIB (Produto Interno Bruto), o setor foi o mais afetado pelas restrições à circulação para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Foi o único entre os grandes setores que ainda não havia mostrado sinais de recuperação.


O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca a resiliência e criatividade do varejista durante a pandemia. Segundo Costa o empresário soube se adaptar às novas condições impostas pelo isolamento social. “Mesmo com tantas dificuldades, o empresário se reinventou e encontrou novas formas de gerir o seu negócio. O varejo foi ágil, por exemplo, ao lançar mão de recursos digitais, como as vendas online e os serviços de delivery, que se mostraram fundamentais para minimizar danos”, elogiou.


Para Costa, o setor ainda conta com a melhoria do acesso ao crédito, com a aprovação e o anúncio de novas medidas pelo governo federal. “Esse resultado também se ampara nas ações emergenciais do Governo Federal, como as MPs 944 e 951 que que deram condições para preservação de empresas e empregos. O crédito demorou a chegar efetivamente ao empresário, percebemos um olhar do governo para que isso fosse corrigido”, destaca Costa.


Serviços têm alta em 20 estados e no DF Segundo o IBGE, 21 das 27 unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços em junho, frente a maio. São Paulo (5,1%) teve o crescimento mais importante, após cair 19,5% entre fevereiro e maio. Outras contribuições positivas relevantes vieram do Rio de Janeiro (3,6%), de Minas Gerais (4,7%), do Rio Grande do Sul (6,6%) e do Distrito Federal (6,6%). Em contrapartida, Mato Grosso (-3,2%), Paraná (-1,0%) e Espírito Santo (-3,2%) registraram as principais quedas.


Para o presidente da CNDL, a população está passando por um momento de mudança cultural, onde a segurança será fundamental para que as pessoas voltem a entrar nas lojas para fazer suas compras.


“À medida que a economia vai reabrindo e que as pessoas voltam a circular, a tendência é de que as vendas aumentem. Mas o consumidor precisa se sentir seguro e o varejo tem papel fundamental na construção desse novo modelo de relacionamento entre as pessoas. Os protocolos de segurança precisam ser seguidos por lojistas e pela população para que a retomada seja efetiva. Os desafios continuarão, uma vez que passamos por patamares historicamente baixos, mas a recomposição segura das atividades tem papel fundamental nesse processo de retomada”, afirma José César da Costa.

Fonte: Varejo S.A do site FCDL MG Foto: Tania Rego/Agência Brasil

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