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  • Comunicação CDL Itaúna

Influenciar é o que interessa


Se há uma coisa que ficou clara durante o período de pandemia foi que a forma de divulgação de produtos e marcas vai muito além dos folders e anúncios tradicionais. Hoje, a utilização de redes sociais ocupa um papel preponderante na estratégia de vendas, e uma peça se destaca nessa engrenagem: o influenciador. É ele que dá credibilidade, clareza e informação sobre os produtos e serviços.


A questão é que nem todo mundo entende ou domina essa técnica. Em um levantamento recente feito pela especialista Dani Almeida com 1.108 entre donos de pequenos e médios negócios foi registrado que 83,7% acredita que as redes sociais podem ajudar a faturar, mas não sabe como fazer vendas usando a internet. “Ao mesmo tempo que todo mundo entendeu que precisa influenciar para faturar, descobriu-se que quase ninguém está preparado para isso”, diz Dani.


Especialista em comunicação e influência digital, Dani que chegou à casa de 4.950 alunos de cursos e mentorias, diz que é cada vez maior o número de pessoas que a procuram para fortalecer suas redes sociais e criar habilidades de influenciadores. A Varejo S.A falou um pouco com consultora para entender os caminhos e processos que garantem um bom domínio das ferramentas digitais e como é possível se tornar um influenciador.


Porque ser um influenciador é tão importante nesse momento do comércio e serviço?  

A humanização da comunicação aumenta a conversão em vendas. Sabe quando a gente vai a alguma loja porque a gente gosta de ser atendida por aquele vendedor ou pelo dono ou dona da loja? É o mesmo efeito. Pessoas se conectam com pessoas, não com logos. Desde as cavernas aprendemos que, se a gente não se conectar com outros seres humanos, a gente não sobrevive. Isso está instalado no nosso cérebro mais primitivo. Quando eu me conecto a alguém na rede, eu passo estabelecer uma relação de confiança baseada na venda.


Qualquer um pode ser influenciador?

Qualquer um com um perfil em uma rede social É um influenciador. A diferença é o tamanho da audiência. Tenho alunos com 800 seguidores no Instagram que fizeram R$ 4 mil em uma semana. Quem sabe influenciar e faturar conhece as técnicas. Quem não tem resultado está apenas gerando conteúdo, como alguém atirando para todo lado, sem mira ou um objetivo claro.


Existe uma limitação pessoal para quem, por exemplo, quer ter um canal no youtube?


Pela minha experiência, mesmo quem não tem uma superoratória, é capaz de desenvolver alguma habilidade. Depois que começa, por exemplo, um canal no YouTube, e natural que haja uma evolução. Já vi gente com travas enormes de aparecer em vídeos e, depois de treino e consistência, passaram a uma naturalidade enorme nos vídeos. Tudo é treino. Temos milhões de empresários que estão se digitalizando. Existe espaço para tanto influenciador?

É a mesma coisa que perguntar: existe espaço pra tantas lojas no varejo? Assim como cada loja tem sua clientela, cada influenciador tem sua audiência. Influenciadores do próprio negócio não precisam ter audiência de milhões de seguidores. Claro, quanto maior a audiência, maior seu potencial em vendas, maior seu potencial de aparecer para seu cliente. Mas isso não é determinante.


Quais as maiores dificuldades que seus alunos enfrentam para se tornarem influenciadores?

A maior resistência é a pessoa aprender que, mesmo tendo equipe para ajudar, ele precisa saber o que funciona e o que não funciona para cobrar eficiência. Outra questão importante é aprender a delegar, o que não pode ser confundido com “delargar”. Assim como os melhores vendedores são aqueles que gostam de gente, nas redes é preciso estar disposto a dialogar, não apenas a falar.


Quais os erros mais comuns de quem tenta ser um influenciador?

São muitos. Achar que copiando alguém que já teve resultado vai trazer algum benefício para si mesmo é um clássico. Tem outros, como não usar as ferramentas incríveis e gratuitas de pesquisa para gerar conteúdo assertivo, contratar agências que não entregam o que prometem, etc. As redes sociais democratizaram e baratearam muito a possibilidade de dar visibilidade a um negócio e as pessoas estão jogando essa oportunidade fora.




FONTE: FCDL MG

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