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  • Comunicação CDL Itaúna

O poder da collab para os pequenos negócios



A cantora Anitta passou a fazer parte do Conselho Administrativo da Nubank este mês, com a proposta de levar maior conhecimento sobre os consumidores à fintech. A parceria gerou burburinho e, na prática, representa a união de duas grandes marcas a fim de conquistar público e mercado novos. “Precisávamos de alguém que tivesse uma visão de gente e Marketing, de como construir uma marca no Brasil e na América Latina, além de saber fazer uma expansão internacional”, contou Cristina Junqueira, Co-fundadora da Nubank, em seus Stories do Instagram.


As parcerias ou chamadas collabs são muito utilizadas por empresas de grande porte, mas podem ser extremamente úteis para os negócios de outros portes. A estratégia de se associar a outros empreendimentos, marcas ou artistas, com o objetivo de criar e divulgar produtos/serviços, atrai diferentes públicos e aumenta a visibilidade dos parceiros, ou seja, amplia a divulgação e cruza públicos segmentados.


A aposta em collabs não chega a ser novidade, entretanto, na pandemia foram usadas como forma de encarar a concorrência online. Katherine Sresnewsky, sócia da consultoria em moda N.evsky, destaca que as parcerias entre empresas grandes e pequenas viabilizam relacionamento autêntico com públicos específicos, para as de maior porte. “A comunidade criada em torno de uma marca pequena em geral é genuína, porque os clientes se identificam com algum pilar daquele negócio. Essa conexão verdadeira vale muito”, afirmou a especialista para a Folha de S. Paulo.


Em 2019, o Glossy Research Panel entrevistou 149 executivos do segmento de moda e beleza nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, 38% pretendiam realizar parcerias naquele ano porque a estratégia abre caminho para novos públicos, amplia o engajamento e causa o chamado buzz, uma vertente do marketing com o objetivo de fazer com que as pessoas comentem sobre a marca, gerando burburinho e, consequentemente, vendas.


A estilista carioca Julia Golldenzon, especializada em festas e noivas, tem experiência em collabs: em 2018, compôs looks para casamentos com a designer de joias Roberta do Rio e criou peças voltadas para o Réveillon e os destinos de verão com a grife de moda praia Marju. Já em 2017, desenvolveu uma coleção com a marca de acessórios Annaka; e em 2013, assinou um tênis da Bride Collection da Converse.


Segundo ela, para uma collab ser bem-sucedida é fundamental ter um planejamento de comunicação, alinhamento comercial e um contrato de colaboração entre as marcas bem-amarrado. “As marcas precisam dividir os mesmos valores, o mesmo olhar criativo e senso estético. Também busco avaliar o público que a parceria vai me trazer”, disse a estilista em entrevista ao site Fashion Network.


Julio Moreira, professor de marketing e branding da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), também reforça a importância de escolher um parceiro que tenha a mesma visão do seu negócio. “Você pode trazer ruídos se fizer uma colaboração com quem não tem a ver com você. O consumidor está de olho, e o comportamento da marca pode acabar sendo criticado”, explicou para a Folha de S. Paulo.

Juntos somos mais fortes

A collab é, portanto, uma forma criativa, eficiente e precisa de alcançar novos públicos, consolidar novas marcas e aumentar a visibilidade e, consequentemente, as vendas. Com o auxílio da internet e os novos meios de comunicação, tornou-se possível trabalhar parcerias em diversos segmentos e nichos, aumentando as chances para novos projetos. Por exemplo, a sua empresa pode fechar parceria com um grande influencer para falar nas redes sociais sobre os produtos e serviços do seu empreendimento, gerando visibilidade e mais vendas.


Independente se a sua empresa é pequena, média ou grande, se conectar com outras marcas e trabalhar com colaborações de uma forma bem estruturada só trará bons resultados, uma vez que haverá duas ou mais marcas trabalhando juntas em prol do mesmo ideal.


Confira outros cuidados que o seu empreendimento deve ter na hora de fechar parcerias:


1 – Regras claras

Para que os resultados sejam efetivos, é importante que desde o início estejam delimitadas as regras que vão compor a relação, através de um contrato de parceria a ser firmado entre as partes.


2 – Confidencialidade

Antes mesmo de delimitar as regras que irão reger o contrato, firme um acordo de confidencialidade, no qual as partes ficam proibidas, desde o início, de revelar informações confidenciais que venham a ter acesso em decorrência das negociações. Este contrato protege as partes, preservando suas estratégias de negócio, ainda que não se efetive a contratação.


3 – Contrato

Estabeleça o objeto da parceria, as obrigações de cada parte, a forma como uma das partes remunera a outra e as ações de marketing e divulgação. Se estiver criando um produto, é preciso definir a titularidade da propriedade intelectual, medidas de controle de qualidade e o seu destino, caso um dos parceiros não queira mais comercializá-lo ou até mesmo divulgá-lo. Não se esqueça dos limites da concorrência (pode uma das partes firmar parcerias semelhantes?) e das hipóteses de rescisão da parceria.


Com informações do Mundo do Marketing, Slap Law e Sehloiro.


FONTE: Varejo SA

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