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Sete em cada dez brasileiros acreditam que a vida vai melhorar este ano




O brasileiro mantém o otimismo em relação à sua vida pessoal. A rodada de abril da pesquisa Radar Febraban, realizada pelo Ipespe, mostra que 70% dos brasileiros acreditam que sua vida vai melhorar este ano. O percentual de otimistas é mais alto entre as mulheres (72%) e os jovens de 18 a 24 anos (81%).


A maioria dos entrevistados (51%) permanece com sentimentos positivos sobre a melhoria do país ao longo de 2023. A pesquisa também registra que a maioria da população continua encarando o novo governo positivamente.


Com relação ao dinheiro que sobra no orçamento, a população continua a preferir investir na compra de um imóvel (35%), consolidando a tendência verificada desde setembro de 2021. Em segundo e terceiro lugares, aparecem a aplicação em outros investimentos bancários (22%) e na poupança (21%).


Já os números a respeito do Pix são superlativos: 77% usam e, entre eles, 89% aprovam.


O caçulinha dos meios de pagamento é majoritariamente utilizado para efetuar e receber pagamentos. As transferências, sejam de realização, sejam de recebimento, são outra função muito utilizada.


Sobre o sentimento da população em relação ao governo federal, a pesquisa mostra que, ao final do primeiro quadrimestre, mais da metade dos entrevistados seguem aprovando o governo do Presidente Lula. Oscilando positivamente na margem de erro, são agora 52% os que declaram aprovar o governo, enquanto 38% desaprovam, também com variação na margem de erro comparativamente ao bimestre anterior.


“Lembro que os quesitos Avaliação e Aprovação estão bastante relacionados e entre os que avaliam o governo como ótimo e bom, 94% o aprovam, enquanto no contingente que o classifica como ruim e péssimo a desaprovação é de 98%”, lembra o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, que complementa: “a maior parte (45%) dos que avaliam como regular ou não emitem opinião, quando instados a se posicionar dicotomicamente, aprovam o governo Lula, contra 32% que desaprovam”.


Confira os principais resultados do Radar:


Vida pessoal e familiar:

O otimismo na dimensão da vida pessoal e familiar permanece muito elevado. Sete em cada dez brasileiros (70%) acreditam que sua vida vai melhorar em 2023. O público mais otimista sobre o futuro são as mulheres (72%) e os jovens de 18 a 24 anos (81%).


As expectativas de recuperação da vida financeira pessoal e familiar, no cenário pós-pandemia, são positivas para um pouco mais da metade dos entrevistados (55%) — que afirmam já ter se recuperado (20%) ou estar a caminho de se recuperar esse ano (35%).


Para 27% as finanças pessoais irão se recuperar somente a partir de 2024; 6% não vislumbram recuperação; e 8% dizem que sequer foram afetados.


Confira quais são as expectativas dos brasileiros em relação a aspectos da economia e da vida cotidiana, segundo o Radar Febraban:


Desemprego: para 40% dos entrevistados o desemprego irá diminuir este ano.


Enquanto para 36% irá aumentar;


Acesso ao Crédito: 38% acreditam que o acesso ao crédito irá aumentar;


Poder de Compra: para 38% o poder de compra também vai aumentar;


Inflação e Custo de vida: a perspectiva de alta da inflação é sentida por 49% dos entrevistados, enquanto 28% acreditam que irá cair;


Taxa de Juros: 23% acreditam que a Selic e as taxas de juros irão cair, mas para 50% elas ainda irão subir;


Impostos: predomina a expectativa de que os impostos podem aumentar, para 59% dos entrevistados;


Salário-mínimo: após o anúncio oficial do reajuste do mínimo no início do ano, 50% acreditam que não haverá mais reajustes este ano, e 39% ainda tem expectativa de que irá aumentar;


Bolsa Família: o acesso ao benefício vai aumentar para 37% da população, mas 21% temem sua diminuição (21%); enquanto para um terço o acesso ficará igual.


Inflação: dois terços dos entrevistados têm a percepção de que os preços dos produtos aumentaram ou aumentaram muito “nos últimos seis meses”. Um pequeno aumento, de 3 pontos percentuais, em relação a fevereiro: 67% opinam que aumentaram ou aumentaram muito; 20% acham que os preços não mudaram; e apenas 12% considera que diminuíram ou diminuíram muito (10% em fevereiro).


Onde a população sente mais o impacto da inflação:

  • Consumo de alimentos e outros produtos do abastecimento doméstico (70%);

  • Preço dos combustíveis (32%);

  • O pagamento de serviços de saúde e remédios (26%);

  • Juros de cartão de crédito, financiamentos e empréstimos (12%).


Endividamento

Menos pessoas acreditam que estarão menos endividadas em 2023 do que em 2022, 44% dos entrevistados hoje em relação a fevereiro, quando eram 53%. Outros 36% acreditam que seu endividamento estará no mesmo nível, antes era 31%; e apenas 16% imaginam estar mais endividados, praticamente o mesmo percentual de antes (15%).


O que fazer com o dinheiro:

A pesquisa perguntou qual seria o destino de eventuais sobras no orçamento dos brasileiros. Mais de um terço dos entrevistados responderam que comprar um imóvel é a alternativa mais segura para quando sobre uma reserva financeira.

  • Compra de imóvel como primeira alternativa (35%);

  • Aplicação em outros investimentos bancários, fora a poupança (22%);

  • Poupança (21%);

  • Reforma da casa (19%);

  • Cursos e educação pessoal e da família (16%);Viagens (13%).


Pix e Open Finance

77% dos entrevistados usam o Pix e, destes, 89% aprovam. Contudo, há diferenças importantes de percepção dependendo da idade, da instrução e da renda. A utilização desse meio de pagamento instantâneo, embora ainda elevado, cai para 51% na faixa etária de 60 anos ou mais, para 69% no estrato com ensino fundamental e para 70% entre aqueles com renda até 2 salários-mínimos.


O Pix é majoritariamente utilizado para efetuar (88%) e receber (74%) pagamentos. As transferências, sejam de realização (68%) sejam de recebimento (61%), são outra função muito utilizada.


O Open Finance é conhecido, ao menos de ouvir falar, por 40%, segundo declaram aos entrevistados. E mesmo entre os que conhecem seu uso é restrito a 30%, ou seja, somente aproximadamente 12% do total afirmam utilizá-lo.


Com o Open Finance descrito em uma pergunta estimulada, 42% aprovam a ideia de contar com esse sistema “em que a pessoa autoriza o compartilhamento dos seus dados e seu histórico financeiro entre os bancos que desejar, de forma que vários bancos possam conhecer seu perfil, lhe oferecer novos produtos e serviços mais adequados a seu perfil”.


O que será do país?

A maioria dos brasileiros (51%) também se declara otimista em relação à melhora do país. Os mais confiantes são novamente as mulheres (54%), os que estão na faixa etária de 45 a 59 anos (54%) e aqueles com escolaridade universitária (53%).


Quanto à economia do país, as perspectivas de recuperação são vistas mais como de médio e longo prazos, com 53% afirmando que o Brasil irá se recuperar a partir do próximo ano e 10% projetando que a economia não irá se recuperar. Para outra parcela de 10% já houve recuperação econômica e 22% acreditam que isso irá ocorrer ao longo de 2023.


A crença de que a retomada do crescimento acontecerá em 2023 é de 34%, sendo que 15% avaliam que isso já aconteceu e 39% que o Brasil só vai voltar a crescer a partir do ano que vem. Para 8%, o país não voltará a crescer.


O que os brasileiros estão achando do governo


Aprovação:

Mais da metade dos entrevistados seguem aprovando o governo do presidente Lula; 52% declaram aprovar o governo, e 38% desaprovam. Em quase todos os estratos demográficos a aprovação fica acima de 50%. Os níveis mais altos de aprovação estão no segmento feminino (54%), entre os jovens de 18 a 24 anos (56%) e os de menor renda (54%), exceto entre homens (49%) e na faixa etária de 25 a 44 anos (48%).


Avaliação:

Na questão de avaliação, a opinião expressamente positiva (ótimo e bom) sobre o governo Lula é de 39%. Já 28% avaliam o governo como regular e outros 28% como ruim e péssimo (28%).


Desempenho futuro:

Sobre o desempenho futuro do governo, a expectativa expressamente positiva (ótimo+bom) é de 51%. Já apenas 17% consideram que o governo será regular no restante do mandato. E menos de um terço (27%) são mais pessimistas: acham que será ruim e péssimo.


FONTE: VAREJO S.

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