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  • Comunicação CDL Itaúna

Viagem em 2021: o ano de microtendências de turismo

Entre as microtendências, acomodação em hotéis com menos quartos, turismo de luxo em alta no Brasil e aluguel de imóvel para alternar trabalho remoto com folga



A Covid-19 exige mudanças constantes nas decisões de viagem, levando o turista a se adaptar a curto prazo e a fazer escolhas mais simples. Apesar de neste momento, não ser indicado viajar no Brasil, já que estamos no epicentro da pandemia, há no horizonte microtendências que podem representar oportunidades de negócios.


Confira algumas microtendências para o turismo em 2021, apontadas por Jaqueline Gil, fundadora da Amplia Mundo, consultoria especializada em inovação e planejamento de cenários futuros em turismo e hospitalidade:


Viagens para praias sem planejar com antecedência

Entre as preferências nacionais sempre estiveram viagens para a praia no Brasil, e isso não deve mudar. No entanto, mesmo esse tipo de turismo só pode ser decidido no curtíssimo prazo. “Praias e áreas verdes protegidas, além de cidades pequenas e comunidades tradicionais, com experiências relacionadas à busca pelo autêntico, ao conhecimento de algo novo, à gastronomia local, ao descanso e ao bem-estar devem despontar”, disse Jaqueline, também pesquisadora do Laboratório de Estudos de Turismo e Sustentabilidade da Universidade de Brasília (Lets/UNB).


Escapadas ao ar livre perto de casa

A busca pela natureza perto de casa segue em alta. Mas, atenção, tudo dependerá da situação da Covid-19 nas cidades brasileiras.


Repeteco do que foi bom, com adaptações

Os viajantes buscam menos ter experiências inesquecíveis e mais repetir algo que agradou. “Exemplo: fazer o Caminho de Santiago de Compostela pode deixar de ser uma possibilidade de experiência inesquecível em 2021. Então, pode ser substituído por várias trilhas inspiracionais em locais de fácil acesso, com bons serviços no entorno e que ofereçam segurança física e médico-sanitária”, explica Jaqueline


Luxo é o novo turismo de experiência

“O luxo pode ser experimentado, porque de certa forma se desconectou do conceito de ser algo caro, exclusivo, inacessível, para uma indulgência, um ‘pequeno luxo’ para quebrar a rotina”, explicou a especialista em tendências. Ela deu como exemplo: a ida a um spa para um fim de semana de descanso, sem a necessidade de planejar com antecedência, em vez de uma viagem programada à França, com hospedagem em palácios ou castelos adaptados.


Busca pelo autêntico, com foco nas pessoas

Jaqueline apontou que as viagens podem ter como foco as pessoas e a chance de entrar em contato com algo imaterial conectado a tradições e histórias, ainda que criado recentemente. “A busca pelo autêntico, por meio de experiências que ofereçam laços claros com o local, a cultura tradicional e suas histórias genuínas. Nesses casos, há um distanciamento de serviços pasteurizados, comprados em catálogos de agências, por exemplo”, disse. “A recompensa é acessar locais não antes conhecidos, que revelem histórias excepcionais e conexões verdadeiramente autênticas.”


Como ficam turismo de nicho e viagens internacionais

Oferecem essa possibilidade as experiências de nicho, como cicloturismo, viagens só para mulheres, visita a aldeias na Amazônia e afroturismo. Entretanto, para a especialista, elas devem atrair uma parcela pequena dos turistas. “Acredito que a motivação de viagens pela busca por experiências segue forte como tendência. Não acredito, porém, que nichos muito específicos prevalecem”, afirmou Jaqueline.


E os roteiros internacionais? “Viagens ao exterior ainda não devem estar entre as preferências majoritárias dos brasileiros, principalmente pelas incertezas econômicas, incluindo desvalorização do Real, disponibilidade de malha aérea e medidas sanitárias impostas por muitos países”, destaca Jaqueline.


FONTE: Varejo SA

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