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Quanto o Varejo paga para os seus colaboradores?



O Varejo viveu nos últimos cinco anos avanços significativos com a digitalização dos processos, integração entre lojas físicas e virtuais, transformação dos modelos de negócio, aumento das ofertas de produtos e serviços personalizadas, demanda por práticas mais sustentáveis e o surgimento da Inteligência Artificial, entre outras mudanças que não foram citadas aqui.


Tudo isso, com toda certeza, mudou os requisitos profissionais que a empresa exige para contratar mão de obra, a forma de se trabalhar e, até mesmo, os salários e benefícios que oferece para remunerar e premiar o seu time. Hoje, para manter a equipe comprometida, é preciso mais que bons salários. E é justamente por isso que os grandes players do Varejo oferecem bônus e incentivos de curto e longo prazo para seus colaboradores, desde os cargos de diretoria até os operacionais.


A 23ª edição do Club Survey Varejo, divulgada este mês pela consultoria internacional Korn Ferry, aponta que este ano houve, no setor, um crescimento médio dos salários-bases na ordem de 6,2%, em relação a 2022. O aumento ficou acima do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de maio de 2022 a abril de 2023, que foi de 3,8%. O indicador é realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).


“Esse ano a gente vê a massa salarial do Varejo crescendo ainda mais do que a inflação,

o que não acontecia nos últimos quatro anos, em função da própria inflação mais alta, do recuo do mercado por causa da pandemia e baixa movimentação do setor”, explica Diego Furtado, diretor de Clientes de Serviços Digitais da Korn Ferry.


A consultoria internacional pesquisou 89 grandes empresas brasileiros do Varejo, que empregam cerca de 25 mil pessoas. Segundo o estudo, 80% das empreendimentos pesquisados têm controle de capital nacional e 43% possuem ações negociadas na B3 (Bolsas de Valores de São Paulo).


Quando os dados são olhados por função, percebe-se que os encarregados e líderes de lojas foram os que tiveram o maior aumento salarial em 2023: 14,1%. Furtado diz que esta realidade reflete a importância desses profissionais para os resultados do setor.


“Um encarregado de loja, um gerente de loja é um coringa. É o cara que tem a cultura da empresa, que faz o atendimento de front com o cliente e que faz a gestão de equipe. Este cara bem remunerado e feliz, resumindo, é importante”, comenta o diretor de

Clientes de Serviços Digitais da Korn Ferry.


Os coordenadores receberam um aumento de 10,6%, seguindo dos operadores de loja (8,9%) e gerentes sêniors (7,8%).


O segmento que paga melhores salários é o de moda, seguido das lojas de departamento e drogarias. Os segmento de restaurantes é o que apresentou menores reajustes, uma diferença de apenas 4 pontos percentuais com o primeiro lugar. “A margem dos restaurantes é menor, o que torna maior o seu desafio de retenção de mão de obra e poder de pagamento”, analisa Diego Furtado.


A 23ª edição do Club Survey Varejo mostra que 97% das empresas pesquisadas têm algum plano de ICP (incentivo de curto prazo) e 57% possuem programas de ILP (incentivos de longo prazo), que só são pagos através do alcance de metas individuais e/ou corporativas. Realizaram pagamento de ICP, este ano, 98% dos negócios avaliados, sendo que 22% concederam aos seus funcionários comissão + PLR (Participação nos Lucros e Resultados); 21%, apenas PLR; 19%, somente comissão; e 15%, comissão + PLR + bônus.


Mix da remuneração

Quando analisada a composição dos salários dos gerentes de lojas por segmentos, percebe-se que os atacadões são os que melhor remuneram esses profissionais, que recebem em média R$ 20,3 mil por mês, sendo que 54% é salário-base, 28% é comissão e 18% é PLR + bônus. O segundo lugar fica com o setor de moda, que paga uma média de R$ 10,8 mil para os seus gerentes. Neste caso, 93% é salário-base, 6% é PLR + bônus e apenas 1% é comissão.


Entre os segmentos com menor poder de pagamento, os gerentes de drogarias e de lojas de departamento são os que têm os melhores salários: em média R$ 6,6 mil e 5,7 mil por mês, respectivamente. Aqui, entre 95 e 98% é salário-base e o resto pago em forma de bônus + PLR. No caso dos gerentes de farmácias, 1% do salário pode ser referente a comissão.


Com relação ao valor e à composição salarial dos vendedores, em média, os que atuam com venda assistida ganham R$ 3,5 mil por mês (61% é salário-base e 39% é comissão).


Já aqueles que trabalham em lojas de departamento têm uma remuneração parecida

(R$ 3.474), no entanto, 51% é salário-base, 48% é comissão e 1% é PLR + bônus. “Este é um grupo que teve pouca variação, se olharmos para os outros anos, seja em comissão, seja na remuneração fixa”, resume Furtado.


FONTE: VAREJO S.A.

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